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Visto de estudante para intercâmbio de curta duração: como funciona em Malta, Irlanda, Espanha e Austrália

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Você já pensou em usar as próximas férias para turbinar o inglês e ainda curtir o verão europeu ou as paisagens da Austrália? Antes de sonhar com as praias de Malta ou a vibe de Dublin, surge a dúvida que trava todo mundo: preciso de visto de estudante para fazer um curso de curta duração?

A resposta vai te deixar aliviado. Para cursos de 2 a 4 semanas, a regra de visto é bem mais simples do que parece — e muda de país para país. Neste guia, explicamos exatamente como o visto funciona em Malta, na Irlanda, na Espanha e na Austrália, o que mudou com o ETIAS, e o que você precisa ter em mãos antes de embarcar.

 

A regra de ouro: para curso curto, raramente existe visto de estudante

Os quatro destinos se dividem em dois grupos, e entender isso resolve 90% das dúvidas:

  • Europa (Malta, Irlanda e Espanha): o brasileiro tem isenção de visto para permanências de até 90 dias. Você embarca como turista, desde que o foco da viagem seja o curso de curta duração.

  • Austrália: é a exceção. Exige um visto mesmo para curso curto, mas é um visto de visitante, não o visto de estudante, e o processo é tranquilo.

Ou seja: aquele medo de enfrentar um processo de visto de estudante longo e burocrático não se aplica a um intercâmbio de férias. Vamos ao detalhe de cada país. 

 

visto para malta

Malta: inglês no Mediterrâneo

Malta virou a queridinha de quem busca custo-benefício, sol e praia e faz parte do Espaço Schengen. Para cursos de até 90 dias (cerca de 12 semanas), você não precisa de visto: entra no país como turista.

Como funciona na prática: você apresenta o passaporte na imigração e pode estudar e passear normalmente. Não há visto a solicitar no Brasil antes de embarcar.

O que levar:

  • Passaporte com validade mínima de 6 meses;

  • Carta de matrícula da escola, com as datas do curso;

  • Seguro-saúde com cobertura mínima de 30 mil euros (exigência do Tratado de Schengen);

  • Se você vier de uma área de risco de febre amarela (caso de alguns estados brasileiros), o certificado internacional de vacinação pode ser solicitado.

Atenção: essa entrada como turista não permite trabalhar. O foco é 100% no estudo e no lazer. Para cursos acima de 90 dias, aí sim entra um visto nacional de longa permanência de Malta.

 

visto para irlanda

Irlanda: imersão na Ilha Esmeralda

Aqui vai um detalhe que confunde muita gente: a Irlanda não faz parte do Espaço Schengen. Ela tem regras próprias e os dias que você passa na Irlanda contam separados dos seus dias no Schengen.

A boa notícia é que a regra oficial é direta: quem não precisa de visto para entrar na Irlanda também não precisa de visto de estudante para estudar lá. Como o brasileiro é isento de visto para estadias de até 90 dias, um curso de inglês de curta duração dispensa visto. Basta o passaporte.

Como funciona na prática: ao desembarcar, o oficial de imigração carimba o seu passaporte (o “landing stamp”), indicando o motivo da visita e por quanto tempo você pode ficar, até o limite de 90 dias.

O que apresentar no aeroporto:

  • Carta de aceitação da escola;

  • Comprovante de acomodação;

  • Comprovante de fundos suficientes para se manter durante a estadia;

  • Seguro-saúde e passagem de volta.

Atenção: essa permanência de curta duração não permite trabalhar — diferente do famoso visto de estudante irlandês de cursos longos (a partir de 25 semanas), que libera o trabalho de meio período. O registro junto à imigração irlandesa só é exigido para quem vai ficar mais de 90 dias.

 

visto para espanha

Espanha: espanhol (ou inglês) e cultura

A Espanha também está no Schengen, então a lógica se repete. E a fonte aqui é o próprio Ministério das Relações Exteriores espanhol, que confirma: estadias de estudo de menos de 90 dias não exigem visto de estudos. Como o brasileiro é isento de visto Schengen, a entrada é como turista, só com o passaporte.

Como funciona na prática: você entra como turista e faz o curso normalmente, seja de espanhol ou de inglês. Só não é permitido trabalhar, nem estender a estadia além dos 90 dias sem sair do Espaço Schengen.

Dica Spiible: fique de olho no seguro-saúde. Para a estadia curta, vale o seguro-viagem. Se um dia você pensar em um curso mais longo (acima de 90 dias, com o visado de estudios), a Espanha passa a exigir um seguro de seguradora autorizada a operar no país e sem copagamentos.

Para comprovação financeira, o valor de referência gira em torno de 600 euros por mês de estadia.

 

visto para austrália

Austrália: o destino que exige visto 

A Austrália é a exceção da nossa lista e é importante explicar por quê. O brasileiro não é elegível para o ETA nem para o eVisitor (as autorizações eletrônicas rápidas, reservadas a outros países). Por isso, para estudar inglês na Austrália, é preciso solicitar o Visitor visa (subclass 600), na modalidade turismo.

Como funciona: esse visto de visitante é aberto a todas as nacionalidades e permite estudar por até 3 meses — exatamente a janela de um curso de inglês de curta duração (os famosos cursos ELICOS). A solicitação é feita online, pelo ImmiAccount, e a taxa começa em torno de AUD 190.

O critério-chave é o de “visitante genuíno” (Genuine Temporary Entrant): você precisa mostrar que a intenção é temporária, que tem fundos para se manter (referência de cerca de AUD 1.000 por semana) e que tem vínculos com o Brasil que justifiquem o seu retorno.

Atenção: assim como na Europa, esse visto de visitante não permite trabalhar — para isso existe o visto de estudante australiano (subclass 500), usado em cursos acima de 3 meses. Para um intercâmbio de férias, o subclass 600 é o investimento perfeito: foco total nos estudos e nas praias australianas.

 

Checklist: mesmo sem visto, organize estes documentos

“Não precisar de visto” não é o mesmo que “não ter requisitos”. A imigração de qualquer país exige organização e é aqui que pequenos erros causam dor de cabeça:

  • Seguro viagem/saúde: obrigatório em todos os países do Schengen, com cobertura mínima de 30 mil euros. Na Austrália, um seguro privado é altamente recomendado pelos altos custos médicos (o OSHC só é obrigatório no visto de estudante).

  • Comprovação financeira: você precisa provar que consegue se manter. Na Espanha, a referência é de cerca de 600 a 750 euros por mês; na Austrália, cerca de AUD 1.000 por semana.

  • Passaporte: assinado e válido por pelo menos 3 a 6 meses após a data prevista de retorno.

  • Carta da escola: documento original com as datas do curso, a carga horária e a confirmação de que o curso foi pago integralmente.

  • Passagem de volta e comprovante de acomodação: ajudam a comprovar que a sua viagem é temporária.

 

Comece a planejar o seu intercâmbio e curta o verão europeu!

 

“É pouco tempo. Vale a pena?”

Essa é a principal objeção de quem nunca embarcou. A resposta é: sim, e muito.

  • Intensidade: em 4 semanas de imersão, você fala mais inglês do que em um ano de curso no Brasil.

  • Networking: você conhece pessoas do mundo todo e amplia seus horizontes culturais.

  • Sem interrupções: você usa as férias do trabalho ou da faculdade para investir em si mesmo, sem pedir demissão nem trancar o semestre.

 

Perguntas frequentes

Brasileiro precisa de visto para a Europa?  

Para estadias de até 90 dias (incluindo cursos de curta duração em Malta, na Espanha e na Irlanda), não. O brasileiro é isento de visto e entra apenas com o passaporte. A partir de 2027, deve passar a ser necessário o ETIAS — uma autorização eletrônica, não um visto — para os países do Schengen.

 

Preciso de visto para fazer um curso de inglês na Irlanda? 

Não, desde que o curso tenha menos de 90 dias. A regra oficial irlandesa é clara: quem não precisa de visto de entrada também não precisa de visto de estudante. Você entra com o passaporte e recebe um carimbo de permissão na imigração.

 

Preciso de visto para estudar inglês na Austrália?  

Sim. Como o brasileiro não é elegível para o ETA, é preciso solicitar o Visitor visa (subclass 600), que permite estudar por até 3 meses. A solicitação é online e a taxa começa em torno de AUD 190.

 

Posso trabalhar durante um intercâmbio de curta duração?  

Não. Tanto a entrada como turista na Europa quanto o visto de visitante australiano são voltados apenas para estudo e turismo. O trabalho só é permitido com vistos de estudante de cursos mais longos.

 

Por que planejar com a Spiible?  

O planejamento de um intercâmbio, mesmo curto, exige precisão. Um comprovante bancário fora do padrão ou um seguro que não atende às exigências do país podem virar dor de cabeça na imigração.

Na Spiible, nossa consultoria é focada em transformar o seu sonho em realidade com segurança e transparência. Nós ajudamos você a escolher a escola certa, organizar toda a documentação e garantir que o seu único foco seja aproveitar o verão europeu ou as belezas da Austrália.

Quer saber qual o melhor destino para as suas próximas férias? Fale com um especialista da Spiible agora mesmo.

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